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As falhas de mercado: outra mentira do nosso tempo
Site· Luís Gomes

As falhas de mercado: outra mentira do nosso tempo

Resumo

As chamadas "falhas de mercado" são invocadas há décadas para justificar a intervenção estatal na economia, apresentando o mercado livre como instável, injusto e incapaz de funcionar sem regulação. Este argumento serve de base académica para expandir continuamente o poder do Estado sobre a vida dos cidadãos e as suas escolhas económicas.

Na realidade, as supostas falhas não passam de juízos morais disfarçados de análise económica, sem qualquer unidade de medida real. O mercado coordena espontaneamente milhões de decisões voluntárias através dos preços, enquanto as crises resultam precisamente da intervenção estatal na moeda e no crédito — inflação artificial, juros manipulados e barreiras à concorrência são a verdadeira origem dos problemas que depois se atribuem ao livre mercado.

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  • Estudantes de economiaporque os manuais universitários repetem esta teoria de forma acrítica e eles precisam de conhecer o contra-argumento austríaco antes de aceitar a doutrina keynesiana sem questionar
  • Empreendedores portuguesesvisto que são as principais vítimas da regulação justificada por estas supostas falhas e merecem ter argumentos sólidos para defender a sua actividade livre
  • Jovens profissionaisuma vez que vão passar a vida a pagar impostos que financiam estas intervenções e têm direito a saber que as justificações académicas são moralismo disfarçado de ciência

Eufemismo Técnico - O Estado mascara juízos morais e preferências ideológicas como "ciência económica", usando termos como "falhas de mercado", "externalidades" e "bens públicos" para criar uma ilusão de objetividade que legitima a intervenção coerciva.
Falsa Causalidade - O Estado e os media atribuem ao mercado livre as consequências da própria intervenção estatal — crises causadas pela inflação monetária e juros artificialmente baixos são apresentadas como "instabilidade do mercado" para justificar mais regulação.
Falso Dilema - A narrativa estatal apresenta a escolha como sendo entre "intervenção governamental" ou "caos e injustiça", ocultando sistematicamente a alternativa da ordem espontânea coordenada pelo sistema de preços, onde mecanismos privados de reputação, garantias e concorrência resolvem naturalmente os problemas alegadamente insolúveis.

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