

"O salário não chega, não é suficiente." BE quer que seja criada mercearia pública em Lisboa
A TSF amplifica a proposta do Bloco de Esquerda para criar uma "mercearia pública" em Lisboa, vendendo a ideia como solução para o custo de vida sem questionar os seus fundamentos. O artigo normaliza a intervenção do estado nos preços dos bens essenciais, apresentando exemplos internacionais como se fossem modelos de sucesso, e não experiências de controlo de preços com custos escondidos. Na realidade, o que a peça omite é que qualquer tentativa de fixar preços abaixo do mercado destrói os sinais que coordenam a produção, gerando escassez e desperdício pagos pelos contribuintes - um erro básico que a teoria económica austríaca já demonstrou repetidamente.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
A TSF amplifica a proposta do Bloco de Esquerda para criar uma mercearia pública em Lisboa, vendendo produtos essenciais a preços mais acessíveis. A vereadora Carolina Serrão afirma que o salário não chega, não é suficiente, e aponta para exemplos em França, Reino Unido e México como inspiração. Esta ideia parte do erro fundamental de acreditar que o estado pode substituir o mercado sem causar danos maiores. O problema real não é a falta de uma loja estatal, mas sim a destruição do poder de compra causada pela inflação e pelos impostos.
A proposta ignora que os preços elevados são um sintoma, não a doença. A inflação é sempre um fenómeno monetário, alimentado pela expansão de crédito do Banco Central Europeu e pela desvalorização da moeda. Quando o estado imprime euros para financiar despesas, cada nota perde valor e os preços sobem em toda a economia. A solução não é controlar os preços numa mercearia, mas sim parar de destruir o valor do dinheiro. Enquanto a política monetária continuar expansionista, qualquer tentativa de "aliviar" o custo de vida será um paliativo que esconde a causa.
A vereadora cita um cabaz alimentar recorde de 257,25 euros, segundo a Deco. Mas esse valor recorde não caiu do céu: é o resultado direto de anos de impostos sobre o consumo, regulamentação excessiva e custos de conformidade que encarecem cada produto. O IVA, as taxas e as licenças são um confisco disfarçado que encarece os bens essenciais para todos. Criar uma mercearia pública não elimina esses impostos; apenas os transfere para os contribuintes que não usam a loja, pagando duas vezes.
O modelo apresentado, com apoio estatal e custos controlados, já foi tentado noutros países com resultados previsíveis. Em França e no Reino Unido, as mercearias solidárias enfrentam escassez crónica, filas e racionamento, porque não há preços livres a sinalizar onde investir. Sem cálculo económico baseado em preços de mercado, a burocracia não consegue alocar recursos de forma eficiente. O resultado é desperdício, faltas e, inevitavelmente, a necessidade de mais subsídios, pagos por quem trabalha e produz.
A proposta prevê que a Câmara de Lisboa use espaços municipais e contactos diretos com produtores para baixar os preços. Mas esses espaços e contactos não são gratuitos: são pagos com impostos arrecadados à força dos lisboetas. O estado não cria riqueza; apenas a redistribui, e sempre com perdas no caminho. Cada euro gasto na mercearia pública é um euro que deixa de estar disponível para investimento privado, emprego ou consumo livre. A eficiência do mercado é substituída pela ineficiência do gabinete.
A medida é apresentada como faseada, começando com uma loja e expandindo para cada freguesia. Mas a lógica da intervenção estatal é sempre a mesma: uma vez criada, a mercearia pública torna-se um direito adquirido, alimentando a dependência do estado. Os munícipes com rendimentos mais baixos ficam presos a uma loja que decide o que vender, a que preço e em que quantidade. A liberdade de escolha é substituída pela caridade estatal, que nunca é neutra nem gratuita.
A solução verdadeira para o custo de vida elevado é o oposto: menos estado, menos impostos e menos regulação. Eliminar o IVA sobre os bens essenciais, reduzir as taxas municipais e acabar com as licenças que encarecem o comércio local baixaria os preços de forma permanente. O mercado livre, com concorrência e preços flexíveis, coordena as preferências dos consumidores melhor do que qualquer burocrata. Em vez de criar uma mercearia pública, o Bloco de Esquerda devia exigir o fim dos impostos que tornam a vida mais cara.
No fundo, a proposta é mais um exercício de propaganda que normaliza a intervenção estatal como solução para problemas que o próprio estado criou. A TSF serve de megafone para uma ideia que promete alívio mas entrega dependência, escassez e mais impostos. Enquanto a esquerda insistir em controlar preços e substituir o mercado, o salário continuará a não chegar - não por culpa dos comerciantes, mas por culpa de quem insiste em destruir o valor do dinheiro e a liberdade de trocar.
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- O eleitor que acredita em mercearias públicas — vai perceber que o problema não é o preço alto, mas sim a inflação causada pela expansão monetária do BCE, e que controlar preços só cria escassez e filas.
- O pequeno comerciante de bairro — vai entender que uma mercearia municipal subsidiada é concorrência desleal financiada pelos impostos que ele próprio paga, destruindo o seu negócio e a sua margem.
- O contribuinte lisboeta que já sente o bolso apertado — vai descobrir que vai pagar duas vezes: primeiro nos impostos que financiam a loja, depois nos preços mais altos que o mercado vai ajustar para compensar a distorção.
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em 29 de abril de 2026
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