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Pára de Lutar Contra o Teu Vizinho: A Mecânica do Poder Estatal e Como Optar por Sair

Pára de Lutar Contra o Teu Vizinho: A Mecânica do Poder Estatal e Como Optar por Sair

Resumo

O Estado alimenta-se da divisão entre cidadãos, usando crises manufacturadas — guerras culturais, pânicos financeiros, emergências várias — para justificar a expansão do poder centralizado enquanto a população se exaure em conflitos estéreis. Enquanto vizinhos se combatem por ideologia, a inflação destrói poupanças, a vigilância aperta e os monopólios consolidam-se com o beneplácito de reguladores que servem quem já detém privilégios.

A resposta não está em conquistar o aparelho estatal, mas em abandonar o jogo por completo: trocar em moeda privada, criar redes de cooperação voluntária e construir sistemas reputacionais independentes da autoridade política. Cada transação realizada sem intermediários burocráticos é um acto de soberania individual que retira consentimento a um sistema parasitário incapaz de sobreviver sem extrair riqueza de quem produz.

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  • O teu amigo que se exaure em discussões políticas nas redes sociaisvai perceber como a polarização serve apenas para distrair enquanto o Estado expande o seu controlo
  • O teu colega que reclama da inflação mas não entende a causa realvai finalmente ligar a expansão monetária dos bancos centrais à perda do seu poder de compra
  • O teu familiar que desconfia do sistema mas não sabe como reagirvai descobrir que a saída passa por construir alternativas concretas, não por votar melhor na próxima eleição
Divisão e Criação de Inimigos Internos - O Estado fragmenta deliberadamente a sociedade em "tribos em guerra" através de guerras culturais, polarização ideológica e conflitos artificiais, mantendo os cidadãos ocupados a combater-se mutuamente em vez de questionarem a legitimidade do próprio poder estatal. Enquanto vizinhos se denunciam e famílias se dividem por linhas partidárias, a concentração de poder avança silenciosamente sem oposição organizada.
Fabrico de Crises - O Estado manufactura ou instrumentaliza emergências, pânicos financeiros e conflitos culturais para justificar a expansão da sua autoridade, apresentando-se como a única solução possível para problemas que muitas vezes ele próprio criou. O mecanismo segue um guião previsível: degrada a moeda através da inflação criando desespero, regula o comércio até eliminar alternativas, monopoliza a justiça, e depois aponta para a desordem resultante para exigir mais poder para "corrigir" aquilo que ele próprio quebrou.
Emergência Permanente - O Estado mantém a população em estado de medo contínuo e exaustão psicológica através de ciclos repetidos de crises e soluções falhadas, criando uma perceção de que sem a intervenção estatal a sociedade colapsaria no caos. A vigilância, censura e controlos financeiros são apresentados como medidas necessárias de proteção, quando na realidade são admissões de fraqueza de uma ordem que já não consegue funcionar através do consentimento voluntário e do desempenho competente.

Informações

Michael Matulef, Instituto Mises Portugal
18 de fevereiro de 2026
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 23 de fevereiro de 2026

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