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Estarão os Serviços Públicos Subfinanciados?

Estarão os Serviços Públicos Subfinanciados?

Resumo

Após acidentes ferroviários fatais em Espanha, reivindica-se mais financiamento para os serviços públicos como solução para as falhas do sistema. A queixa recorrente de subfinanciamento ignora o problema fundamental da gestão estatal e da impossibilidade de calcular o valor real de qualquer serviço sem preços de mercado.

Sem trocas voluntárias entre oferta e procura, é impossível saber quanto financiamento é adequado ou se se está a criar ou destruir valor para a comunidade. A solução para serviços públicos ineficientes não é mais dinheiro extraído coercivamente dos contribuintes, mas sim acabar com os monopólios estatais e permitir que a iniciativa privada, motivada pelo lucro, forneça melhores serviços a menor custo.

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  • A pessoa que defende que os serviços públicos precisam sempre de mais dinheirovai compreender que sem preços de mercado é impossível saber sequer o que é subfinanciamento
  • O amigo que acredita que o Estado deve gerir sectores estratégicos como transportesvai descobrir por que razão a falta de lucro e prejuízo torna a gestão cega e ineficiente
  • Alguém que questiona por que motivo os serviços públicos pioram mesmo quando recebem mais verbasvai entender que o problema é estrutural e a solução passa por privatização e concorrência
Falsa Causalidade - O Estado e os media apresentam o "subfinanciamento" como causa dos problemas nos serviços públicos, quando o artigo demonstra que é impossível saber sequer qual o financiamento adequado sem preços reais resultantes de trocas voluntárias.
Enquadramento Tendencioso - A narrativa estatal limita o debate à quantidade de recursos a atribuir, excluindo completamente a questão fundamental sobre a propriedade e gestão públicas serem a própria origem das ineficiências, como demonstra a impossibilidade do cálculo económico de Mises.
Instrumentalização de Tragédias - O Estado aproveita acontecimentos trágicos, como os acidentes ferroviários, para justificar aumentos de despesa pública e intervenção estatal, ocultando que mais dinheiro apenas perpetua a destruição de valor num sistema sem incentivos ao lucro nem sinais de preços reais.

Informações

Carlos Boix, Instituto Mises Portugal
13 de fevereiro de 2026
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 23 de fevereiro de 2026

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