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Estarão os Serviços Públicos Subfinanciados?
Site· Mises Portugal· Carlos Boix, Instituto Mises Portugal

Estarão os Serviços Públicos Subfinanciados?

Resumo

Após acidentes ferroviários fatais em Espanha, reivindica-se mais financiamento para os serviços públicos como solução para as falhas do sistema. A queixa recorrente de subfinanciamento ignora o problema fundamental da gestão estatal e da impossibilidade de calcular o valor real de qualquer serviço sem preços de mercado.

Sem trocas voluntárias entre oferta e procura, é impossível saber quanto financiamento é adequado ou se se está a criar ou destruir valor para a comunidade. A solução para serviços públicos ineficientes não é mais dinheiro extraído coercivamente dos contribuintes, mas sim acabar com os monopólios estatais e permitir que a iniciativa privada, motivada pelo lucro, forneça melhores serviços a menor custo.

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  • A pessoa que defende que os serviços públicos precisam sempre de mais dinheirovai compreender que sem preços de mercado é impossível saber sequer o que é subfinanciamento
  • O amigo que acredita que o Estado deve gerir sectores estratégicos como transportesvai descobrir por que razão a falta de lucro e prejuízo torna a gestão cega e ineficiente
  • Alguém que questiona por que motivo os serviços públicos pioram mesmo quando recebem mais verbasvai entender que o problema é estrutural e a solução passa por privatização e concorrência

Falsa Causalidade - O Estado e os media apresentam o "subfinanciamento" como causa dos problemas nos serviços públicos, quando o artigo demonstra que é impossível saber sequer qual o financiamento adequado sem preços reais resultantes de trocas voluntárias.
Enquadramento Tendencioso - A narrativa estatal limita o debate à quantidade de recursos a atribuir, excluindo completamente a questão fundamental sobre a propriedade e gestão públicas serem a própria origem das ineficiências, como demonstra a impossibilidade do cálculo económico de Mises.
Instrumentalização de Tragédias - O Estado aproveita acontecimentos trágicos, como os acidentes ferroviários, para justificar aumentos de despesa pública e intervenção estatal, ocultando que mais dinheiro apenas perpetua a destruição de valor num sistema sem incentivos ao lucro nem sinais de preços reais.

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