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A greve de um país que não trabalha

A greve de um país que não trabalha

Resumo

A greve geral de 11 de dezembro de 2025 contra alterações ao Código do Trabalho expôs uma contradição fundamental: os funcionários públicos, imunes às mudanças propostas, lideraram os protestos enquanto empregadores e trabalhadores do setor privado, diretamente visados, permaneceram a produzir. O episódio revelou também a convergência ideológica em Portugal, onde formações de supostos extremos opostos repetem o mesmo discurso de proteção estatal e desconfiança em relação ao mercado livre.

A relação laboral deve ser um contrato voluntário entre adultos, sem interferência política que distorce preços e cria conflitos artificiais onde não existem. O verdadeiro antagonismo está entre quem produz riqueza e paga impostos e quem vive à custa do Orçamento do Estado e da inflação gerada pelo Banco Central Europeu — esse imposto invisível que erode o poder de compra de todos os portugueses.

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  • Funcionários públicos que aderiram à grevepara compreenderem que protestam contra leis que não os afetam, enquanto vivem do dinheiro que o sector privado extorque
  • Empresários e trabalhadores do privadopara tomarem consciência de que são eles a sustentar um sistema que os retrata como exploradores enquanto os sangra com impostos
  • Jovens que só conheceram a narrativa socialista na escolapara descobrirem que o contrato livre entre adultos é cooperação, não conflito, e que o verdadeiro parasita é o Estado
Enquadramento Narrativo - O Estado e os meios de comunicação apresentam a greve como defesa dos trabalhadores oprimidos pelo "capitalismo selvagem", quando os manifestantes eram principalmente funcionários públicos não abrangidos pelas alterações legislativas, ocultando quem verdadeiramente trava o país (o setor privado que produziu).
Apelo ao Medo - A retórica repetida sobre "despedimentos fáceis", "bar aberto para os despedimentos" e trabalhadores "atirados para a fogueira" explora o receio da instabilidade para justificar a intervenção estatal, sem mencionar que a rigidez laboral provoca salários mais baixos e menos emprego.
Falsa Unanimidade - Toda a classe política, da chamada extrema-esquerda à suposta extrema-direita, adota os mesmos pressupostos marxistas sobre o conflito entre empregador e trabalhador, criando a ilusão de debate democrático enquanto esconde a alternativa do contrato livre e voluntário entre adultos.

Informações

Luís Gomes
13 de dezembro de 2025
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 24 de fevereiro de 2026

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