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O Multiplicador Monetário - Mito ou Realidade
Site· Mises Portugal· Frank Shostak, Instituto Mises Portugal

O Multiplicador Monetário - Mito ou Realidade

Resumo

O actual sistema de reserva fracionária permite aos bancos comerciais conceder crédito ao utilizar fundos de depósitos à ordem sem o consentimento dos legítimos proprietários, o que multiplica a oferta monetária a partir do nada. Este mecanismo não é uma consequência natural do mercado, mas sim o resultado direto da intervenção do banco central, que injeta liquidez artificial para evitar a insolvência das instituições financeiras. Ao garantir que os bancos nunca falham por falta de reservas, o banco central alimenta continuamente a inflação, que é sempre e apenas um fenómeno de expansão monetária.

Num verdadeiro mercado livre, os bancos que se apropriassem do dinheiro dos clientes para conceder empréstimos corriam um elevado risco de falência, pois a compensação de pagamentos entre concorrentes exporia rapidamente esta fraude. No entanto, o banco central protege este esquema ao garantir a liquidez do sistema, o que viola os direitos de propriedade dos depositantes e afeta gravemente o poder de compra dos cidadãos. Eliminar este monopólio estatal e a respetiva criação artificial de moeda é essencial para proteger as poupanças dos cidadãos e restaurar uma ordem monetária justa baseada na liberdade individual.

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  • O estudante de economia formado em manuais keynesianosvai descobrir que o modelo do multiplicador monetário que lhe ensinaram está correto, mas que a causa raiz é a reserva fraccionária sem consentimento, não a "procura de empréstimos" como defendem os pós-keynesianos.
  • O poupador que vê a sua conta bancária a perder valor real ano após anovai entender que os bancos comerciais, protegidos pelo banco central, utilizam os seus depósitos para criar crédito do nada, inflacionando a oferta monetária e destruindo o seu poder de compra.
  • O defensor do mercado livre que quer argumentos contra o sistema bancário actualvai encontrar a demonstração lógica de que, num verdadeiro mercado livre sem banco central, a reserva fraccionária seria praticamente eliminada pelo risco de insolvência entre bancos concorrentes.

Naturalização da Fraude Bancária - O estado permite e normaliza a criação de moeda do nada ao apresentar as reservas fracionárias como um mecanismo normal, escondendo que os bancos emprestam o dinheiro dos depósitos à ordem sem o consentimento dos donos, uma prática fraudulenta que num verdadeiro mercado livre levaria à falência imediata.
Transferência de Culpabilidade para o Mercado - A visão keynesiana dominante nos meios de comunicação culpa a "procura de empréstimos" dos cidadãos pela expansão monetária, desviando a atenção do papel activo do banco central, que força esta expansão ao inundar o sistema com dinheiro novo para "salvar" a banca da insolvência.
Mito do "Estabilizador Passivo" - A propaganda estatal retrata o banco central como uma entidade inocente que apenas injeta numerário para "equilibrar" o mercado e evitar corridas aos bancos, ocultando que estas injeções contínuas destroem o poder de compra e são a verdadeira origem do multiplicador monetário inflacionário.

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