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Dinheiro e Poder: Moeda Fiduciária, Corrupção Monetária e a Arquitectura da Extracção

Dinheiro e Poder: Moeda Fiduciária, Corrupção Monetária e a Arquitectura da Extracção

Resumo

O sistema monetário fiduciário elimina as restrições naturais do dinheiro, permitindo que estados e bancos centrais criem moeda sem limite através de instituições que funcionam como gestores de cartel financeiro. Esta arquitectura concentra poder nos grandes bancos e empresas com acesso directo à liquidez, transferindo riqueza dos trabalhadores para detentores de activos financeiros através de inflação e resgates bancários.

A expansão monetária beneficia quem está próximo da torneira de dinheiro — governos, grandes bancos e empresas — enquanto famílias absorvem o custo de vida crescente e taxas de juro que penalizam a poupança. O endividamento forçado para obter habitação, educação ou cuidados de saúde converte-se num mecanismo de controlo, com cidadãos presos a obrigações denominadas numa moeda cujo valor é sistematicamente destruído por planificadores centrais que nunca enfrentam as consequências das suas decisões.

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  • Quem trabalha, poupa e vê o ordenado não chegar ao fim do mêseste artigo explica como a inflação actua como um imposto oculto sobre o trabalho, a transferir riqueza de quem produz para quem está perto da "torneira" monetária.
  • Quem ainda acredita que os bancos centrais são instituições técnicas e neutrasvai descobrir que funcionam como gestores de cartel financeiro, a proteger os grandes bancos do fracasso e a socializar as perdas através de resgates pagos pelos contribuintes.
  • Quem tenta comprar casa e se depara com preços que não fazem sentidovai compreender como a expansão monetária canalizou liquidez para os activos imobiliários, a inflar os preços e a condenar uma geração inteira ao endividamento perpétuo.
Eufemismo Técnico - O texto expõe como o Estado renomeia conceitos para os despolitizar: inflação passa a "acomodação", resgates bancários tornam-se "apoio à liquidez", e a transferência de riqueza para detentores de activos foi vendida como "efeito riqueza" - linguagem abstracta que desencoraja o escrutínio e esconde a natureza extractiva das políticas.
Falsa Neutralidade - O artigo denuncia a apresentação dos bancos centrais como "guardiões neutros da estabilidade" e "árbitros tecnocráticos acima da política", quando na realidade funcionam como gestores de cartel que protegem instituições privilegiadas do fracasso - a ilusão de tecnicidade encobre escolhas políticas que beneficiam grupos específicos.
Complexidade como Camuflagem - O Estado mantém regimes monetários deliberadamente complexos, com facilidades de emergência divulgadas a posteriori e beneficiários ocultados, usando a obscuridade para preservar legitimidade - um sistema que não resiste à transparência depende da complicação artificial para impedir que o público compreenda a arquitectura de extracção.

Informações

Justin M. Ptak, Instituto Mises Portugal
13 de janeiro de 2026
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 22 de fevereiro de 2026