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Economia Numa Lição - Capítulo 6: O Crédito Desvia a Produção

Economia Numa Lição - Capítulo 6: O Crédito Desvia a Produção

Resumo

O crédito artificial, criado através de expansão monetária e programas estatais, não gera riqueza real mas apenas redistribui recursos existentes de forma ineficiente. Quando o Estado empresta dinheiro a empresas que não conseguem obter financiamento privado, desvia capital de projetos produtivos para actividades inviáveis, consumindo recursos escassos quem menos eficiência lhes dá.

A burocracia estatal, sem incentivos ao lucro nem responsabilidade pessoal pelas perdas, favorece empresas com conexões políticas em detrimento de quem realmente serve os consumidores. Enquanto os credores privados perdem dinheiro com más decisões e são afastados do mercado, os funcionários públicos mantêm os salários e justificam o insucesso com retórica sobre "proteção de empregos". Só o sistema de lucros e perdas do mercado livre garante que os recursos da sociedade fiquem nas mãos de quem melhor satisfaz as necessidades das pessoas.

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  • Quem defende subsídios estatais para "salvar empregos"vai perceber que emprestar dinheiro a empresas ineficientes só desvia recursos de quem realmente produz valor e cria pobreza em vez de riqueza.
  • O jovem que quer entender economia sem teorias complicadasvai aprender na prática como o lucro privado sinaliza o que as pessoas realmente querem, enquanto a burocracia serve interesses políticos.
  • O funcionário público ou político localvai confrontar-se com o problema dos incentivos perversos nas instituições estatais e compreender por que decisões políticas quase nunca beneficiam o conjunto da sociedade.
Falácia do Custo Zero - O Estado apresenta o crédito artificial como criação de riqueza sem custos, mas o texto demonstra que os recursos são finitos: quando a "Janela Rápido" recebe dinheiro para comprar carrinhos de mão, a "Vidro Bonito" deixa de os poder comprar ou paga mais caro, e há menos aço para produzir panelas.
Apelo ao Medo do Desemprego - A propaganda estatal justifica empréstimos a empresas ineficientes explorando o medo da perda de emprego e pobreza, sem revelar que manter recursos presos em atividades improdutivas reduz a riqueza global disponível para criar empregos genuínos noutros setores.
Mito da Benevolência Estatal - O Estado apresenta-se como guardião do "dinheiro de todos" que age pelo "bem comum", mas o texto expõe que os burocratas não sofrem consequências por maus investimentos, usam critérios políticos como conexões e votos em vez de eficiência económica, e justificam prejuízos com frases como "protegeu empregos" sem serem responsabilizados.

Informações

Luís Gagliardini Graça, Gonçalo Gaspar
30 de janeiro de 2026
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 22 de fevereiro de 2026