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A Teoria Humanitária da Punição

A Teoria Humanitária da Punição

Resumo

O texto analisa a teoria humanitária da punição, que substitui o conceito de mérito e justiça pela noção de "cura" ou "tratamento" do criminoso. Esta aparente compaixão remove o indivíduo da esfera dos direitos e transforma-o num mero objeto de intervenção técnica. Na prática, transfere-se o poder de sentenciar dos juízes para peritos cujas decisões escapam ao escrutínio moral da comunidade.

Sem o critério do merecimento, perde-se o único elo entre punição e justiça, abrindo caminho a detenções indefinidas baseadas em diagnósticos subjectivos de "recuperação". O indivíduo deixa de ser reconhecido como pessoa com direitos para se tornar paciente à mercê de tecnocratas sem responsabilidade moral perante a sociedade. Esta falsa bondade esconde uma crueldade potencialmente ilimitada, pois quem define o fim do "tratamento" não responde perante princípios de direito natural nem perante a consciência pública.

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  • Defensor da reinserção obrigatóriaeste texto desafia a ideia de que substituir punição por "tratamento" é automaticamente mais humano, mostrando como essa aparente compaixão pode transformar-se em controlo indefinido sobre a vida do indivíduo
  • Estudante de direito penalajuda a compreender por que a justiça retributiva, longe de ser vingativa, protege os direitos do arguido ao manter a ligação entre pena, mérito e proporcionalidade
  • Técnico de reinserção socialobriga a refletir sobre se a lógica terapêutica não estará a transformar cidadãos com direitos em meros "casos" geridos por peritos sem responsabilização moral perante a comunidade
Redefinição de Termos - O Estado substitui "punição" por "tratamento" e "cura", mantendo a coerção intacta mas disfarçando-a sob vocabulário médico que impossibilita o debate sobre justiça; Lewis alerta que mudar o nome não altera a realidade de ser levado à força de casa e amigos.
Autoridade Técnica - Decisões morais sobre sentenças são transferidas de juízes com formação em direito e ética para "peritos" cujas ciências excluem categorias como direitos ou justiça; a população fica impedida de questionar porque apenas os técnicos podem interpretar as estatísticas de dissuasão e cura.
Falsa Compaixão - A teoria humanitária apresenta-se como branda e misericordiosa enquanto permite detenções indefinidas até que os peritos declarem o criminoso "curado"; Lewis demonstra que esta aparente humanidade esconde a possibilidade de crueldade sem fim, já que não existe limite moral para tratamentos compulsórios.

Informações

C. S. Lewis, Instituto Mises Portugal
22 de fevereiro de 2026
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 22 de fevereiro de 2026