Notas sobre o Anarcocapitalismo

Resumo
O debate entre anarcocapitalismo e governo limitado divide quem defende a liberdade apenas sobre os meios de proteger direitos individuais, não sobre a necessidade dessa protecção. Ambas as posições partilham o respeito pela propriedade privada e relações pacíficas, divergindo apenas se o Estado deve deter o monopólio da aplicação da lei.
A História demonstra que sistemas jurídicos funcionais surgiram organicamente das interacções voluntárias, como o Direito Comercial medieval europeu, sem necessidade de legislação centralizada. O mercado livre prova que a ordem espontânea coordena preferências e resolve disputas com mais eficiência do que qualquer monopólio coercivo — incluindo o suposto "estado vigilante nocturno" que nunca existiu na prática.
Partilha este artigo com:
- O defensor de governo limitado que rejeita o anarcocapitalismo sem conhecer a literatura — este texto demonstra que a posição anarquista de mercado tem sérias fundamentações teóricas e históricas, exigindo refutações substanciais em vez de desprezo.
- O libertário frustrado com o tom agressivo dos debates políticos — o autor argumenta que o progresso rumo à liberdade exige diálogo civilizado, refutação paciente e argumentos sólidos, não insultos fáceis como "estatista" ou "fascista".
- O céptico que acredita ser impossível a lei sem Estado — os exemplos históricos do Direito Comercial medieval e dos seguros automóveis modernos mostram que sistemas jurídicos eficientes podem surgir de forma espontânea através do mercado e costume, sem necessidade de legislação imposta de cima para baixo.
Informações
em 22 de fevereiro de 2026



