Voltar ao repositório
Website· Mises Portugal· Patrick Carroll, Paulo Jorge Cruchinho

Porque É que as Pessoas São tão Condescendentes com os Libertários?

Porque É que as Pessoas São tão Condescendentes com os Libertários?

Resumo

A condescendência frequente face às ideias de liberdade económica radica na perceção de ingenuidade: quem defende o mercado livre parece ignorar as imperfeições do mundo real. Esta atitude paternalista assume que apenas a intervenção estatal garante segurança e proteção contra tragédias.

O que muitos ignoram é que a regulação impõe custos invisíveis — medicamentos que nunca chegam a ser desenvolvidos, inovação travada, preços artificialmente inflacionados. Os incentivos perversos nos organismos estatais, que preferem o excesso de cautela à eficiência, geram resultados frequentemente piores do que os do mercado livre. A maturidade reside em reconhecer que a liberdade individual, com as suas imperfeições, coordena melhor um mundo complexo do que a arrogância de quem acredita poder planear a sociedade.

Ver fonte original

Partilha este artigo com:

  • O cético que trata as ideias libertárias como utopia infantilpara compreender que a ingenuidade está em confiar cegamente no Estado, não em defender a liberdade
  • O regulamentista convicto que cita a talidomida como argumento finalpara descobrir os efeitos invisíveis da burocracia farmacêutica que atrasam ou impedem medicamentos salvadores
  • O libertário frustrado por ser constantemente patronizadopara obter argumentos sólidos e transformar condescendência em debate substantivo sobre incentivos e consequências reais
Paternalismo Condescendente - O Estado e os media retratam quem defende o mercado livre como ingénuo e infantil, criando uma barreira psicológica que desqualifica argumentos sem os refutar, enquanto se autoposicionam como a voz da maturidade e experiência que sabe o que é melhor para os cidadãos.
Seleção de Evidência com Efeitos Invisíveis - O Estado foca exclusivamente em tragédias visíveis para justificar regulação (como a talidomida), ocultando deliberadamente os efeitos invisíveis negativos: medicamentos que nunca são desenvolvidos, atrasos mortais na aprovação, custos de investigação inflacionados que reduzem a oferta de tratamentos eficazes.
Falsa Dicotomia de Segurança - O Estado enquadra o debate como "regulação governamental igual a segurança" versus "liberdade igual a perigo", ignorando alternativas como certificação privada voluntária e ocultando que os incentivos burocráticos - proteger o emprego do funcionário em vez de servir o consumidor - geram resultados líquidos piores para a saúde pública.

Informações

Patrick Carroll, Paulo Jorge Cruchinho
24 de novembro de 2025
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 22 de fevereiro de 2026