
Mais casas, preços mais altos: a nova alquimia do jornal Público

Resumo
Os preços da habitação em Portugal subiram 17,2% no segundo trimestre de 2025, o maior aumento alguma vez registado, mesmo com mais casas a serem construídas desde 2011. A explicação convencional de que os custos de construção e as ofertas de luxo causam a subida ignora a verdadeira origem do problema: a intervenção estatal massiva que distorce o mercado.
Impostos como a segurança social e o IMT, somados à burocracia que atrasa os projectos, eliminam o lucro dos construtores e reduzem a oferta de casas. Ao mesmo tempo, a expansão monetária do Banco Central Europeu aumentou o agregado M1 de 48 para 184 mil milhões de euros, desvalorizando a moeda e provocando o efeito Cantillon — uma redistribuição silenciosa de riqueza para quem primeiro recebe o dinheiro novo. Em ouro, o preço por metro quadrado em Lisboa caiu de 111 para 53 gramas desde 2000: as casas ficaram mais baratas, foi o euro que foi destruído.
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- Jovens que desesperam com o preço da habitação — entenderão que o problema não é a ganância dos construtores mas sim a inflação monetária e os impostos que estrangulam a oferta
- Jornalistas e economistas da corrente dominante — descobrirão que os preços não nascem da soma dos custos mas da valorização subjectiva e da massa monetária em circulação
- Contribuintes esmagados pelo peso do Estado — perceberão como a segurança social, o IMT e a burocracia destroem a rentabilidade da construção e reduzem as casas disponíveis
Informações
em 24 de fevereiro de 2026
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