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Quem tem bitcoin guarda mais notas em casa e foge da ‘cripto’ quando a crise aperta
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Quem tem bitcoin guarda mais notas em casa e foge da ‘cripto’ quando a crise aperta

O meio de comunicação ECO, baseado em informação da agência Lusa, apresenta um estudo do Banco Central Europeu que insinua ser o dinheiro físico o verdadeiro refúgio durante crises de pânico, ao contrário do Bitcoin. O principal ângulo de propaganda visa descredibilizar as moedas descentralizadas para justificar a futura regulação estatal e abrir caminho ao euro digital como ferramenta de "pagamento" ideal. A peça exalta a falsa "segurança" do dinheiro emitido pelo banco central, escondendo que a inflação provocada pela expansão monetária roubam silenciosamente as poupanças dos cidadãos todos os dias. Na realidade, o que o artigo omite é que as pessoas apenas recorrem ao numerário devido à coerção imposta pelo estado, enquanto o Bitcoin permanece o único ativo genuinamente resistente à depreciação causada pela máquina de imprimir dos governos.

Fonte de Propaganda Estatal

Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.

Apelo à Autoridade Interessada - O artigo tenta dar validação científica a uma entidade com profundos interesses na eliminação da concorrência, afirmando que o estudo do banco central "contraria este estereótipo com evidência microeconómica robusta", como se o monopolista da moeda fiduciária fosse um observador neutro e não o principal beneficiado ao descredibilizar o bitcoin.
Ocultação de Contexto - Ao atacar a utilidade das criptomoedas, o texto oculta deliberadamente a perda de poder de compra do euro gerada pela expansão monetária, usando uma medida conveniente para concluir que "Faltam-lhes atualmente tanto as propriedades de meio de troca como de reserva de valor exigidas à moeda", escondendo que a inflação estatal destrói diariamente a reserva de valor do dinheiro emitido pelo banco central.
Justificação de Nova Intervenção - A narrativa manipula o leitor para apresentar uma ferramenta de vigilância estatal como a solução natural para as falhas das criptomoedas, recomendando que "Uma moeda digital de banco central que ambicione a adoção em pagamentos terá mais sucesso se se referenciar ao dinheiro físico em termos de privacidade", preparando a opinião pública para aceitar o controlo totalitário sobre as suas transações através de uma moeda digital do estado.

Análise Libertária

O Banco Central Europeu publicou mais um "estudo" sobre criptoativos, assinado pelo economista Alejandro Zamora-Pérez, com o objetivo aparente de compreender quem usa bitcoin e para quê. A pesquisa recolheu dados de quase 40 mil adultos em 17 países da Zona Euro, tentando traçar o perfil do detentor típico de ativos digitais. O que o relatório revela, no entanto, contradiz a narrativa que a própria instituição tem promovido sobre os supostos rebeldes anti-sistema que rejeitam o dinheiro tradicional. Os resultados mostram que os proprietários de criptoativos são investidores diversificados, com formação financeira e universitária, que acumulam vários instrumentos de poupança simultaneamente. A verdade incómoda para os burocratas de Frankfurt é que bitcoin atrai precisamente quem melhor compreende as falhas do sistema monetário atual.

Os dados indicam que 51 por cento dos detentores de criptoativos guardam notas em casa, comparando com 39 por cento na população geral, o que desafia o estereótipo do utilizador exclusivamente digital. Longe de rejeitarem o numerário, estes investidores mantêm uma almofada de liquidez física para as necessidades do dia a dia enquanto especulam com ativos digitais. O estudo refere que os proprietários de cripto têm o dobro da probabilidade de possuir outros instrumentos financeiros, incluindo ações, obrigações e fundos de pensões. São pessoas com cerca de 39 anos de idade, maioritariamente do sexo masculino, e uma década mais novos que a média da população. Quem investe em bitcoin não é um ignorante financeiro manipulado por promessas impossíveis, mas alguém que diversifica racionalmente perante a desvalorização sistemática do euro.

O relatório do banco central identifica um subgrupo reduzido, representando menos de 1,5 por cento da população da Zona Euro, que efetivamente usa criptoativos para fazer pagamentos no dia a dia. Estes utilizadores transacionais procuram replicar as propriedades do dinheiro físico num formato digital, valorizando acima de tudo a privacidade nas suas trocas comerciais. Como afirma o estudo, os pagadores em cripto apresentam um perfil centrado no numerário, procurando evitar intermediários financeiros que registam cada transação. A diferença fundamental entre detentores e pagadores reside na motivação: uns querem especular, outros querem privacidade. O BCE admite implicitamente que a privacidade é uma característica que o sistema financeiro atual não consegue fornecer aos cidadãos.

A pandemia de Covid-19 proporcionou um experimento natural que revela como as pessoas realmente valorizam diferentes formas de dinheiro quando a incerteza aumenta substancialmente. Os dados mostram que quem aumentou as reservas de numerário durante a crise teve uma probabilidade dez pontos percentuais menor de possuir criptoativos, sugerindo uma substituição entre ativos em momentos de pânico. Em março de 2020, a procura de notas de euro disparou enquanto o preço do bitcoin entrava em colapso, confirmando que os investidores fogem para a liquidez imediata em tempos turbulentos. O estudo conclui que os criptoativos falham nas funções de meio de troca e reserva de valor que definem uma moeda segundo a teoria económica convencional. Esta conclusão ignora deliberadamente que o próprio euro falha como reserva de valor, perdendo poder de compra sistemático através da inflação provocada pelo próprio banco central.

O economista Alejandro Zamora-Pérez escreve que faltam aos criptoativos as propriedades de meio de troca e reserva de valor exigidas à moeda, ignorando completamente o elefante na sala. O euro perde entre 10 e 20 por cento do seu valor real a cada ano quando medido pelo custo de vida efetivo dos cidadãos, desde bifes e ovos até rendas de casa e refeições em restaurantes. A inflação oficial divulgada pelo organismo estatístico da União Europeia não reflete a desvalorização real que as famílias experimentam no supermercado todos os meses. Enquanto o banco central cria triliões de euros a partir do nada, carregando em botões informáticos, os contribuintes veem as suas poupanças derreterem silenciosamente. Bitcoin, ao contrário do euro fiduciário, tem oferta limitada por código matemático e não pode ser desvalorizado pela vontade arbitrária de burocratas.

O estudo do BCE dedica atenção particular às implicações para o euro digital, a moeda digital de banco central que a instituição prepara para lançar nos próximos anos. As conclusões recomendam que uma CBDC deve referenciar-se ao dinheiro físico em termos de privacidade, simplicidade e resiliência, em vez de competir apenas em velocidade com plataformas de pagamento existentes. Esta recomendação é particularmente irónica vinda de uma instituição que sistematicamente promove a eliminação do numerário e o controlo total sobre as transações dos cidadãos. O que o banco central realmente deseja é um instrumento de vigilância em massa que permita rastrear cada cêntimo gasto por cada europeu. A privacidade que o estudo identifica como desejável será a primeira característica sacrificada quando o euro digital for implementado.

O relatório afirma que os detentores de criptoativos devem ser tratados como investidores em ativos de risco elevado, com as correspondentes proteções ao consumidor que a regulamentação estatal impõe. Esta perspetiva paternalista assume que os cidadãos são incapazes de avaliar riscos e precisam da tutela de burocratas para proteger as suas poupanças. Curiosamente, o mesmo Estado que pretende proteger os investidores de bitcoin não oferece qualquer proteção contra a desvalorização forçada do euro através da expansão monetária permanente. Os impostos sobre ganhos de capital em criptoativos são cobrados com vigor, enquanto a inflação destrói silenciosamente o poder de compra de todos aqueles que mantêm euros em depósitos bancários. A proteção ao consumidor que o Estado oferece é tão útil como um guarda-chuva furado numa tempestade.

A aceitação generalizada do euro como moeda não resulta de qualquer mérito intrínseco ou confiança espontânea dos cidadãos, mas da coerção estatal que obriga ao seu uso em todas as transações legais. Os impostos têm de ser pagos em euros, os salários são regulamentados em euros, e as transações comerciais exigem a moeda emitida pelo banco central sob pena de sanções. Este monopólio monetário permite ao Estado financiar os seus défices através da inflação, taxando implicitamente todos aqueles que possuem a moeda fiduciária. Bitcoin representa uma alternativa genuína porque funciona fora deste sistema de coerção, com regras imutáveis que nenhum governo pode alterar unilateralmente. A verdadeira liberdade económica exige separação entre o dinheiro e o Estado, tal como a liberdade religiosa exigiu separação entre a igreja e o Estado.

O estudo do Banco Central Europeu revela inadvertidamente mais sobre as preocupações da instituição do que sobre a realidade dos mercados de criptoativos. A necessidade de descredibilizar bitcoin como reserva de valor surge precisamente quando o banco central prepara a sua própria moeda digital de controlo. Os dados mostram que investidores sofisticados diversificam em cripto porque compreendem os riscos do sistema fiduciário atual, incluindo a desvalorização permanente provocada pela expansão monetária. Enquanto o BCE puder criar euros a partir do nada para financiar governos endividados, bitcoin permanecerá como o único ativo verdadeiramente escasso disponível para quem deseja proteger as suas poupanças. Quem confia no euro para preservar valor está simplesmente a apostar que os burocratas de Frankfurt nunca serão tentados a carregar no botão de imprimir mais dinheiro.

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  • O trabalhador que ainda confia na "estabilidade" do eurovai reconhecer que este "estudo" é propaganda pura do banco central europeu para promover o seu euro digital enquanto a inflação real devora silenciosamente o seu poder de compra nas idas ao supermercado.
  • O investidor em bitcoinvai identificar a manipulação narrativa dos tecnocratas, que tentam desacreditar o único ativo da história que não pode ser criado do nada por políticos a carregar em botões.
  • O português que valoriza a sua privacidadevai perceber que o "euro digital" é a ferramenta definitiva de vigilância estatal, o oposto exato do dinheiro físico que os burocratas de Bruxelas querem eliminar.

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