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O IPC como Prova de Erro Metodológico

O IPC como Prova de Erro Metodológico

Resumo

O Índice de Preços no Consumidor (IPC), criado em 1919 pelo Bureau of Labor Statistics, tornou-se a principal ferramenta que governos e bancos centrais usam para justificar a intervenção monetária e a definição de taxas de juro. Este indicador assenta na falácia de que existe um "nível geral de preços" mensurável — algo impossível, dado que os preços mudam de forma desigual e em momentos distintos, conforme os efeitos Cantillon descritos por Mises. Agregar milhões de transações individuais num "cabaz de bens" produz uma estatística sem qualquer relação com a realidade que os consumidores efectivamente vivem.

As consequências desta ficção estatística são devastadoras para o bolso dos cidadãos: em 2008, um IPC artificialmente contido levou a FED a manter taxas de juro mínimas, inflando uma bolha imobiliária que destruiu poupanças de milhões de famílias. O mesmo padrão se repetiu após 2020, quando estímulos monetários massivos foram justificados por números "controlados" até a inflação disparar para 9%, erodindo brutalmente o poder de compra de trabalhadores e pensionistas. A expansão monetária orquestrada por bancos centrais, disfarçada por estatísticas manipuladas, transfere riqueza de quem produz para quem primeiro acede ao dinheiro criado do nada.

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  • Quem se vê obrigado a apertar o cinto no supermercado enquanto a inflação oficial parece baixaA explicação sobre a inexistência de um "nível geral de preços" valida a experiência real de quem sofre com a desvalorização da moeda, provando que as médias estatísticas do Estado escondem a perda de poder de compra.
  • O investidor cético em relação às promessas de "aterragem suave" dos bancos centraisA análise histórica da crise de 2008 demonstra que confiar no IPC mascara bolhas de ativos geradas pela política monetária expansionista e por taxas de juro artificialmente baixas.
  • O estudante de economia cansado de modelos matemáticos que falham no mundo realEste conteúdo desafia a obsessão positivista ao argumentar que a economia é o estudo da ação humana e que tentar reduzi-la a números agregados é um erro metodológico fatal.
Cientificismo Estatístico - O Estado mascara a manipulação monetária atrás de números aparentemente rigorosos como o IPC, criando a ilusão de controlo científico sobre a economia quando na realidade não existe qualquer "nível geral de preços" que possa ser medido com precisão matemática.
Falsa Precisão Agregada - O BLS combina 7.776 preços item-área num algoritmo "caixa negra" para produzir um único número que pretende representar o custo de vida de milhões de indivíduos com preferências únicas, escondendo que esta agregação é arbitrária e não reflete a experiência real de qualquer consumidor concreto.
Normalização da Intervenção - O IPC é apresentado como ferramenta neutra de medição quando na verdade serve para justificar políticas monetárias expansionistas do Federal Reserve, fornecendo sinais falsos que permitem manter taxas de juro artificialmente baixas e criar bolhas de ativos, como demonstrado nas crises de 2008 e 2022.

Informações

Keith Wilkinson
20 de novembro de 2025
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 22 de fevereiro de 2026