As Raízes Aristotélico-Tomistas da Escola Austríaca

Resumo
A Escola Austríaca de economia encontra na filosofia aristotélico-tomista o seu fundamento mais robusto, com raízes que remontam à Ética a Nicómaco e aos Analíticos Posteriores. David Gordon e Michel Accad demonstram que o individualismo metodológico e a dedução a partir de axiomas auto-evidentes já estavam presentes no pensamento clássico grego. O realismo causal aristotélico — a ideia de que existe uma realidade independente da mente acessível à razão — opõe-se diretamente ao subjetivismo que domina a ciência económica convencional.
A conceção teleológica da ação humana, segundo a qual cada indivíduo age para satisfazer necessidades e atingir fins concretos, forma a base de uma economia que respeita a liberdade de escolha. Impostos, regulações e intervenções estatais distorcem a estrutura natural do capital e impedem que as pessoas persigam os seus legítimos objetivos de vida. A praxeologia prova que a cooperação voluntária gera prosperidade real, enquanto a coerção governamental destrói o cálculo económico e empobrece a sociedade.
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- Estudantes de economia que só conheceram o mainstream keynesiano nas universidades — este texto explica por que a praxeologia austríaca tem fundamentos filosóficos sólidos e não é mera ideologia, ao contrário do que os professores estatistas fazem crer.
- Céticos que acusam a Escola Austríaca de ser tautológica ou não-científica — Michel Accad refuta essa crítica ao mostrar que o valor está enraizado na realidade extramental, não é puro subjectivismo, e que a dedução a partir de axiomas auto-evidentes é perfeitamente legítima.
- Libertários que querem aprofundar a base intelectual da sua posição — compreender a ligação entre o realismo aristotélico-tomista e o individualismo metodológico austríaco dá armas contra o positivismo estatizante e reforça a defesa do mercado livre como ordem espontânea.
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em 22 de fevereiro de 2026



