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A Alteração da Moeda em Juan de Mariana e Murray Rothbard
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A Alteração da Moeda em Juan de Mariana e Murray Rothbard

Resumo

A desvalorização monetária através da redução do conteúdo metálico das moedas constitui uma forma antiga de os governos extraírem riqueza das populações sem consentimento. Juan de Mariana, já no século XVII, denunciava esta prática como roubo puro que destruía o comércio e empobrecia os cidadãos, antecipando em séculos as análises da Escola Austríaca sobre os efeitos perversos da manipulação estatal da moeda.

A inflação resulta sempre da expansão monetária artificial, funcionando como um imposto invisível que erode o poder de compra de quem trabalha e poupa. Quando o estado altera o valor da moeda, viola o direito natural à propriedade privada e distorce os sinais de preço essenciais ao cálculo económico e ao funcionamento do mercado livre. A moeda sonante, fora do controlo dos tecnocratas e dos seus bancos centrais, constitui a única salvaguarda real contra a "política" sistemática de desvalorização que permite financiar défices e dívidas públicas às custas do bolso dos portugueses.

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  • O investidor que procura proteger a sua poupança da erosão monetáriavai compreender como a inflação é, na verdade, um imposto oculto que o estado usa para se financiar às custas do cidadão, exatamente como Mariana denunciou há mais de quatro séculos.
  • O estudante de economia que suspeita que a teoria keynesiana está erradavai descobrir que a crítica à manipulação monetária tem raízes profundas na Escolástica espanhola e que a perspetiva austríaca oferece uma alternativa fundamentada no direito natural e na propriedade privada.
  • O libertário que deseja argumentos históricos contra o monopólio estatal da moedavai encontrar em Juan de Mariana um predecessor intelectual que já identificava a desvalorização monetária como roubo puro e simples, antecipando as críticas de Rothbard aos bancos centrais.

Eufemismo da Alteração Monetária - O estado disfarça a desvalorização da moeda como uma "medida técnica" ou "ajustamento necessário", quando Juan de Mariana já denunciava em 1605 que reduzir o conteúdo metálico das moedas é pura inflação - um roubo disfarçado que retira poder de compra às populações sem o seu consentimento.
Ocultação do Imposto Oculto - O poder político apresenta a inflação como um fenómeno externo ou inevitável, escondendo que a expansão monetária deliberada funciona como um imposto que Murray Rothbard identifica claramente: "o aumento da oferta do dinheiro não confere nenhum benefício social; simplesmente beneficia alguns às custas de outros" - transferindo riqueza dos cidadãos para o estado e seus favorecidos.
Ilusão do "Bem Comum" - A propaganda estatal justifica a manipulação monetária com promessas de "abundância para o comércio" e "pagamento das dívidas do reino", quando Mariana demonstra que a real consequência é a subida generalizada dos preços, a perturbação do comércio e a destruição da poupança - provando que estas medidas servem apenas os interesses do poder central.

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