

O jornal ECO publica uma entrevista com António Costa Silva, antigo ministro da Economia, que tenta calibrar o nível de alarmismo socialmente aceitável sobre o conflito no Irão e os preços da energia. O técnico apresenta dois cenários, ambos convergindo para a mesma conclusão: ou o problema é temporário e os cidadãos devem confiar nas autoridades, ou o conflito se prolonga e os bancos centrais terão de "intervir" para salvar a economia. Em momento algum se questiona o papel do BCE ou da Reserva Federal na criação da inflação através da expansão monetária sistemática - focando-se apenas nos preços da energia como causa, quando são mero sintoma da desvalorização monetária. A "análise" prepara o terreno para mais intervenção estatal, apresentando-a como inevitável, enquanto omite que a inflação real provém precisamente dessas mesmas instituições que agora prometem "salvar" o mercado.
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Análise Libertária
O antigo ministro da economia António Costa Silva voltou às luzes da ribalta para explicar ao comum dos mortais como deve pensar sobre o preço da energia. Como típico planeador central que passou a vida a acreditar que o estado deve dirigir as vidas dos cidadãos, limita-se a descrever problemas sem nunca propor a única solução que aliviaria o sofrimento das famílias portuguesas. A redução imediata da carga fiscal que esmaga quem trabalha e produz não é sequer mencionada. Para estes tecnocratas, a resposta está sempre em mais conversa, mais análise, mais intervenção estatal. Nunca em deixar as pessoas ficarem com o dinheiro que honestamente ganharam.
O especialista fala em inflação como se fosse um fenómeno atmosférico que chega de fora, causado pelo preço do petróleo e por conflitos distantes. Esta é precisamente a narrativa que os governos e os seus meios de comunicação favorecidos querem que aceitemos sem questionar. Ainda não estamos num choque petrolífero, não podemos dramatizar e ser muito alarmistas, declara, como se o papel do cidadão fosse manter-se calmo enquanto o poder de compra do seu salário desaparece silenciosamente. A inflação é sempre e apenas expansão monetária criada pelos bancos centrais que estes especialistas tanto reverenciam. O preço da energia pode subir, sim, mas isso traduz-se num encarecimento de bens específicos e não numa desvalorização generalizada da moeda.
Costa Silva apresenta dois cenários possíveis para o futuro imediato, demonstrando a sofisticação analítica que o qualificou para governar quem produz riqueza real. Ou o conflito termina rapidamente e tudo volta ao normal, ou prolonga-se e então sim teremos problemas graves. Esta sabedoria digna de qualquer conversa de café não custou nada aos contribuintes que financiaram a sua carreira política durante décadas. Podemos ter uma inflação temporária que vai crescer, admite o especialista, sem explicar que essa inflação já existe há anos devido às políticas do BCE que ele nunca criticou quando estava no poder. O que ele chama temporário é habitualmente permanente para quem vive de um salário real que não aumenta há quarenta anos.
A crítica à administração americana é talvez o único ponto onde se pode concordar parcialmente com o antigo governante. Trump atacou o Irão com base em pressupostos que Costa Silva considera errados, comparando a situação à guerra do Iraque em 2003. Esta administração americana é totalmente irresponsável, afirma, condenando uma aventura militar que custará bilhões aos contribuintes e vidas inocentes. Contudo, falha completamente ao não ligar esta agressão ao sistema de dinheiro fiduciário que permite aos estados financiarem guerras sem fim através da impressão de moeda. Sem banco central a criar dinheiro do nada, as guerras de agressão seriam financeiramente impossíveis.
O regime iraniano é de facto uma teocracia autoritária que persegue e assassina os seus próprios cidadãos, como o próprio Costa Silva reconhece corretamente. Mas a solução nunca esteve em intervenções externas que apenas consolidam o poder dos ditadores sob o pretexto da resistência ao estrangeiro. A liberdade constrói-se de baixo para cima, através da propriedade privada e do comércio livre que cria independência económica face ao estado. Quando Israel condiciona a política externa dos Estados Unidos, como o especialista lamenta, vemos como as alianças militares distorcem completamente o cálculo político. Os contribuintes americanos e europeus pagam aventuras que não servem os seus interesses.
Os preços do petróleo passaram a barreira dos 85 dólares, o aumento semanal mais elevado em dois anos, segundo os dados apresentados. Costa Silva alerta para a possibilidade de o BCE e a reserva federal serem obrigados a intervir, como se estes organismos fossem entidades neutras e benevolentes. Os mercados já antecipam um aumento de 25 pontos base na taxa de juro, o que significará mais dor para quem tem empréstimos habitacionais e para empresas que precisam de financiamento para crescer. A intervenção estatal gera distorções, mais intervenção corrige a anterior e o ciclo repete-se eternamente com a desculpa de estabilizar. Nunca se questiona se deveria existir um banco central em primeiro lugar.
As infraestruturas críticas do Médio Oriente estão paralisadas, afetando o porto de Ras Tanura na Arábia Saudita e as exportações de gás do Qatar. A Península Arábica, Irão e Iraque concentram 65% das reservas mundiais de petróleo e gás, o que demonstra como a dependência energética criou pontos de falha sistémicos que os mercados livres teriam diversificado naturalmente. Portugal importa gás do Qatar através de infraestruturas que agora estão inoperacionais, mostrando como a chamada diversificação europeia após a guerra na Ucrânia foi mais ficção do que realidade. O planeamento estatal da energia produziu exactamente o que produz sempre: fragilidade, dependência e preços artificiais.
Em vez de propostas concretas para reduzir o fardo fiscal sobre os combustíveis, o especialista limita-se a prever tempos difíceis e a pedir calma aos cidadãos. O IVA sobre o gasóleo e a gasolina em Portugal permanece entre os mais altos da Europa, mas essa conversa não interessa aos que vivem do orçamento do estado. A Guerra da Ucrânia serviu de pretexto para aumentar impostos e agora o Médio Oriente servirá de pretexto para manter essa tributação extraordinária que entretanto se tornou permanente. Cada crise é uma oportunidade para o estado crescer e nunca para o estado encolher. Enquanto os portugueses discutem se haverá ou não choque petrolífero, o verdadeiro choque permanece silenciosamente instalado nas guias de impostos que chegam todos os meses.
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- O contribuinte esmagado por impostos — vai reconhecer como os "especialistas" diagnosticam tudo menos o que realmente afecta o seu bolso: a carga fiscal brutal que o estado se recusa a aliviar
- O cético em relação aos planeadores centrais — vai confirmar que as "soluções" destas figuras passam sempre por mais intervenção, nunca por reduzir o peso do estado na economia
- O defensor da liberdade individual — vai identificar rapidamente a linguagem propagandística que desvia a atenção do verdadeiro problema: o governo não larga o pote das negociatas
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em 7 de março de 2026
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