

O Expresso publica mais uma peça de análise geopolítica que normaliza a escalada bélica no Médio Oriente, apresentando como inevitável o envolvimento das potências ocidentais mais um conflito que não é seu. O artigo, sem autor identificado, constrói uma narrativa em que a NATO e os Estados Unidos são simultaneamente os "garantes" da segurança europeia e os protagonistas necessários de uma guerra que servirá apenas para alimentar a indústria militar e o complexo de interesses que depende do orçamento de "defesa". O ângulo de propaganda é claro: aceitar como facto consumado que a Europa não tem alternativa senão seguir a América para mais uma aventura militar dispendiosa, sem nunca questionar se os contribuintes europeus deveriam financiar operações que nada têm que ver com a sua segurança. Na realidade, o que o artigo omite é que todas estas guerras são financiadas através da inflação monetária e da dívida pública que os cidadãos comuns acabarão por pagar, enquanto os beneficiários são sempre os mesmos: fabricantes de armas, contratantes militares e políticos que precisam de inimigos externos para justificar o seu poder.
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Análise Libertária
As guerras modernas resultam de alianças políticas que comprometem os cidadãos em conflitos que não são seus. A NATO e a união europeia arrastam populações inteiras para disputas geopolíticas que não escolheram e das quais não beneficiam. Os contribuintes portugueses financiam operações militares no Médio Oriente enquanto os seus salários desaparecem com a inflação provocada pela expansão monetária. O estado promete segurança mas entrega apenas mais impostos e mais mortes em teatros de guerra distantes. A paz verdadeira surge do comércio livre entre povos, não de alianças burocráticas comandadas por tecnocratas sem rosto.
O secretário-geral da NATO declarou que a aliança não tinha planos para entrar no conflito, tratando-o como problema de Israel e América. Esta posição ignora que a aliança militar depende completamente do armamento e tecnologia americanos para funcionar. A Europa continua a fingir independência estratégica enquanto mendiga proteção ao outro lado do Atlântico. A contradição é insustentável: queremos proteção americana mas recusamos partilhar os custos e riscos dessa mesma proteção.
A Ucrânia já demonstrou onde esta ambiguidade conduz: ao apoio explícito à guerra contra o Irão com tecnologia de drones. Zelensky compreendeu que sem a América a sua causa está perdida, independentemente da retórica europeia sobre solidariedade. A Europa tenta manter relações comerciais com a China enquanto a trata como adversária estratégica numa demonstração de incoerência flagrante. Os políticos europeus fingem independência da América que nem possuem nem podem pagar sem destruir as suas próprias economias.
Os cidadãos comuns pagam estas aventuras geopolíticas com inflação, impostos e instabilidade económica que os governos chamam eufemisticamente de "solidariedade internacional". O preço do petróleo dispara sempre que um conflito explode no Médio Oriente, transferindo riqueza das famílias para os cofres estatais e empresas petrolíferas. A guerra não cria riqueza: apenas destrói capital e vidas enquanto redistribui recursos para os interesses que lucram com o conflito. Os impostos que financiam exércitos são dinheiro confiscado aos trabalhadores que nunca consentiram nestas guerras.
O estreito de Ormuz representa a vulnerabilidade extrema de uma economia global dependente de rotas marítimas que qualquer regime pode bloquear. O Irão sabe que interromper o fluxo de petroleiros é mais eficaz que qualquer arsenal convencional contra os interesses ocidentais. Um único petroleiro atingido fecharia a navegação durante semanas, provocando um desastre económico que a inflação monetária não conseguirá esconder. A interdependência comercial deveria promover paz, mas o protecionismo estatal transforma-a em arma de chantagem geopolítica.
Trump já exigiu que os aliados da NATO enviem forças para proteger o estreito, ameaçando consequências para a Ucrânia se recusarem. A NATO invocou o artigo 5.º quando conveniente mas ignorou-o quando o Irão atacou a Turquia, provando que as garantias de defesa são negociáveis. Todos fingiram que não tinha nada a ver com a aliança, apesar de anos a prometer respostas agressivas a qualquer agressão. As promessas estatais de proteção valem o papel onde são escritas: nada quando o custo político se torna inconveniente.
A Europa não tem capacidade militar independente nem tecnologia própria para projectar força fora da sua esfera tradicional de influência. Os exércitos europeus dependem de sistemas americanos, de informação americana e de logística americana para qualquer operação significativa. A Alemanha muda de posição de um dia para o outro enquanto a França e o Reino Unido temem represálias terroristas no seu território. A ilusão de autonomia estratégica europeia desmorona-se perante a realidade de décadas de subinvestimento crónico em defesa.
As guerras tendem a prolongar-se porque se tornam vitais para a sobrevivência política dos regimes que as iniciam, independentemente dos custos humanos. O Médio Oriente é uma região em permanente curto-circuito onde a América se imiscui repetidamente sem nunca alcançar estabilidade duradoura. Cada dia de conflito aumenta a entropia e dificulta qualquer saída que não seja a exaustão total de todas as partes envolvidas. A única vencedora nestes cenários é a classe política que usa o medo para justificar mais poder e mais impostos.
A Europa não tem plano para a paz porque os estados nunca priorizam a paz quando o poder está em jogo e os contribuintes pagam as contas. Os cidadãos portugueses e europeus serão arrastados para consequências económicas devastadoras enquanto os tecnocratas jogam xadrez geopolítico com as suas vidas. A liberdade verdadeira exige neutralidade armada, comércio livre e recusa em participar nas guerras alheias de impérios em declínio. O estado promete segurança mas entrega apenas inflação, impostos e o risco de morrer em conflitos que não nos dizem respeito.
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- O contribuinte europeu — vai compreender como as alianças militares financiadas pelos seus impostos o arrastam para conflitos que não lhe dizem respeito e como o estado nunca protege quem efectivamente paga as contas
- O cético em relação ao intervencionismo estatal — encontrará aqui mais provas de que a política externa dos governos é feita de improvisações, contradições e mentiras que custam vidas e recursos
- O observador da economia global — perceberá como a guerra no Médio Oriente pode destruir o frágil equilíbrio económico europeu através do preço do petróleo e da desestabilização dos mercados
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Informações
em 17 de março de 2026
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