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Hume sobre a Propriedade Intelectual e a Metáfora Problemática do «Trabalho»
Site· Mises Portugal· Stephan Kinsella

Hume sobre a Propriedade Intelectual e a Metáfora Problemática do «Trabalho»

Resumo

David Hume, filósofo escocês do século XVIII, provavelmente não reconheceria a propriedade intelectual como forma legítima de propriedade. Para Hume, a propriedade só faz sentido quando há escassez — algo que inexiste nas ideias, padrões e invenções, que podem ser copiados infinitamente sem custar recursos adicionais a ninguém. A metáfora de que o trabalho se «mistura» com objectos para criar propriedade é, segundo Hume, uma figura de retórica sem fundamento lógico.

Esta confusão conceptual sustenta os monopólios estatais de patentes e direitos de autor, que restringem a liberdade de indivíduos usarem as suas próprias capacidades e recursos. A apropriação legítima decorre de ser o primeiro a transformar um recurso escasso — não de «possuir trabalho» ou «criar valor». Eliminar estes privilégios artificiais reduziria custos para consumidores, promoveria inovação genuína e restauraria os direitos de propriedade que o Estado distorce em favor de grupos de interesse.

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  • O criador de conteúdo digital que acredita que a pirataria é roubovai descobrir por que razão a metáfora do «trabalho misturado» não sustenta a propriedade intelectual como direito natural
  • O estudante de direito ou filosofiavai compreender a distinção humeana entre escassez física e abundância informacional, fundamental para questionar os monopólios estatais sobre ideias
  • O empreendedor tecnológico perseguido por processos de patentesvai encontrar argumentos filosóficos robustos para contestar um sistema que protege privilegiados à custa da inovação genuína

Metáfora Literalizada - O Estado transforma a metáfora filosófica de "misturar trabalho" numa justificação literal para conceder monopólios sobre ideias, ignorando que Hume já criticava esta noção como "figurada" e que o próprio Locke não a aplicava à propriedade intelectual.
Equivocação Semântica - Os defensores da propriedade intelectual confundem propositadamente "criar" com "transformar" e "roubo" com "cópia", chamando à infração de PI "roubo do trabalho do criador" como se o trabalho fosse uma substância tangível que pode ser subtraída, quando na verdade apenas se reorganizam recursos pré-existentes.
Falsa Naturalização - O sistema político apresenta os monopólios de propriedade intelectual como direitos naturais derivados do trabalho, quando historicamente eram reconhecidos como meras ferramentas de regulação estatal e nem Locke nem os fundadores americanos os consideravam direitos naturais sobre ideias.

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