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Quando o Discurso de Ódio é Definido como um Crime

Quando o Discurso de Ódio é Definido como um Crime

Resumo

Ativistas de direitos civis nos Estados Unidos contornam a proteção constitucional da liberdade de expressão ao classificar "discurso de ódio" como "conduta desordeira" ou "assédio", possibilitando processos criminais contra quem profere ofensas verbais. Um caso recente no Minnesota ilustra esta tendência: uma mãe foi acusada criminalmente por utilizar um insulto racial durante uma altercação num parque infantil, enfrentando até 90 dias de prisão. Esta estratégia converte conflitos interpessoais comuns em crimes puníveis, expandindo arbitrariamente o alcance do direito penal.

A função da lei é proteger cidadãos contra agressões à vida, liberdade e propriedade — não assegurar que ninguém ouça palavras desagradáveis. Criminalizar ofensas verbais sob o pretexto de "conduta desordeira" fere o princípio do estado de direito, instituindo duplos critérios onde criminosos reais ficam impunes enquanto cidadãos são perseguidos por expressões. Esta distorção, identificada por Rothbard e Hayek como resultado da legislação de direitos civis, destrói a igualdade perante a lei e transforma a denúncia de ódio numa indústria milionária.

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  • Estudantes de Direitovão compreender como categorias jurídicas vagas como "conduta desordeira" são instrumentalizadas para contornar garantias constitucionais fundamentais como a liberdade de expressão.
  • Defensores das liberdades civisprecisam de reconhecer como a criminalização do discurso ofensivo abre a porta à perseguição estatal de opiniões politicamente incorretas.
  • Cidadãos preocupados com o excesso de poder do Estadoeste texto mostra como a legislação supostamente protetora se transforma num instrumento de controlo social arbitrário.
Redefinição Semântica - O Estado transforma discurso protegido em "conduta desordeira" ou "assédio" para contornar garantias constitucionais, criminalizando palavras através de mudança de classificação legal.
Aplicação Seletiva da Lei - As autoridades ignoram crimes contra a propriedade como furtos em lojas, enquanto processam cidadãos por insultos verbais, revelando que o objetivo é perseguição ideológica e não protecção da ordem pública.
Fabrico de Crises - Activistas e meios de comunicação retratam incidentes isolados como evidência de "ódio crescente em todo o país", criando pânico moral para justificar expansão do controlo estatal e financiar uma indústria de milhões de dólares.

Informações

Wanjiru Njoya, Instituto Mises Portugal
4 de fevereiro de 2026
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 23 de fevereiro de 2026

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