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Schumpeter Explica as Origens do Estado Tributário Moderno
Site· Mises Portugal· Ryan McMaken, Paulo Jorge Cruchinho

Schumpeter Explica as Origens do Estado Tributário Moderno

Resumo

O Estado fiscal moderno, caracterizado pela centralização e pelo poder unilateral de tributar, emergiu gradualmente a partir do século XIV, substituindo o antigo modelo em que os governantes se financiavam através das suas próprias propriedades e rendas. Esta transformação permitiu aos príncipes consolidar o poder, eliminando os obstáculos à tributação que antes existiam sob a forma de nobreza soberana e direitos feudais descentralizados.

Ao contrário das taxas medievais, que estavam vinculadas a serviços específicos e baseadas em contratos recíprocos, os impostos modernos não obrigam o Estado a qualquer contrapartida em benefício de quem paga. A tributação tornou-se assim um instrumento de coerção que permite ao poder central extrair recursos à vontade, sem consentimento genuíno e sem responsabilização perante os contribuintes.

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  • O contribuinte que se pergunta para onde vai o seu dinheirovai descobrir que o Estado moderno não tem qualquer obrigação legal de lhe prestar serviços em troca dos impostos que paga
  • O estudante de economia ou históriavai compreender que o Estado fiscal é uma construção recente e não uma realidade natural, o que muda completamente a perspetiva sobre o papel do governo na sociedade
  • O defensor das liberdades individuaisvai obter argumentos históricos sólidos para refutar a ideia de que os impostos são o "preço da civilização" e mostrar que durante séculos a tributação era considerada uma medida extraordinária e vergonhosa

Instrumentalização do Medo - O Estado usa ameaças externas, reais ou imaginárias, para justificar a imposição de novos impostos — o texto refere como os príncipes apontavam as "guerras turcas" como uma "exigência comum" para transformar tributos extraordinários em permanentes, sob o pretexto da "segurança nacional".
Falsa Reciprocidade - O Estado fiscal moderno apresenta os impostos como contribuição para serviços públicos, mas o texto demonstra que não existe qualquer obrigação legal de gastar as receitas de forma a beneficiar quem paga, ao contrário das taxas medievais que estavam vinculadas a serviços específicos e baseadas em contratos recíprocos.
Consentimento Fabricado - O Estado moderno pretende que uma votação parlamentar representa o "consentimento" de todos os contribuintes, quando na realidade o partido no poder pode gastar os fundos livremente — o texto contrasta isto com o sistema medieval, onde apenas aqueles que votavam a concessão de impostos estavam obrigados a pagar e os fundos eram canalizados através dos seus próprios agentes.

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