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Compreendendo o Verdadeiro Sentido da Caridade

Compreendendo o Verdadeiro Sentido da Caridade

Resumo

A economia das dádivas e dos bens gratuitos permanece negligenciada nos manuais convencionais, apesar de ser fundamental para compreender a ação humana real. A Escola Austríaca oferece uma perspetiva única ao rejeitar a ficção do Homo economicus e reconhecer que as pessoas perseguem múltiplos objetivos que não se reduzem ao lucro monetário.

As externalidades positivas que brotam naturalmente dos mercados livres são benefícios, não falhas que exijam correção estatal. A intervenção governamental para "resolver" estes supostos problemas através de impostos e subsídios paralisa os contribuintes e destrói a generosidade espontânea. O estado-providência, em vez de resolver problemas sociais, perpetua a pobreza e a dependência, enquanto a liberdade económica fomenta a abundância e o altruísmo genuíno.

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  • Defensores do estado-providência que acreditam na bondade intrínseca da intervenção estatalHülsmann demonstra como os subsídios e programas governamentais criam dependência, perpetuam a pobreza e destroem a generosidade espontânea que floresce numa sociedade livre.
  • Estudantes de economia formados exclusivamente na doutrina keynesiana e no modelo do Homo economicusa perspetiva austríaca oferece uma alternativa fundamentada na acção humana real, onde o altruísmo genuíno é possível e as externalidades positivas são sinais de saúde económica, não falhas de mercado.
  • Pessoas que trabalham em organizações de caridade ou voluntariado e querem compreender o verdadeiro valor económico das suas dádivaseste texto explica porque é que a caridade voluntária produz benefícios que o estado nunca consegue replicar, por mais que gaste dinheiro alheio.
Ficção do Homo Economicus - O Estado e os economistas da corrente dominante promovem a ideia falsa de que os indivíduos apenas agem por interesse próprio e maximização de lucro, negando assim a existência de dádivas genuínas e justificando a necessidade de intervenção estatal para "corrigir" uma natureza humana supostamente egoísta que, na realidade, é uma construção teórica sem base empírica.
Externalidades como Falhas de Mercado - A narrativa estatal classifica as externalidades positivas como "falhas" que exigem correção governamental através de impostos e subsídios, quando na verdade são benefícios naturais e louváveis de uma economia livre que o Estado destrói ao intervir, paralisando contribuintes e incentivando comportamentos frívolos nos beneficiários de subsídios.
Mito do Estado Benevolente - A propaganda estatista apresenta o estado-providência como fonte de generosidade e bem-estar, ocultando que as suas intervenções, especialmente a expansão monetária, destroem a abundância gratuita, criam incentivos para a avareza e a indiferença, e perpetuam exactamente os problemas que alegam resolver como a pobreza, o desemprego e a dependência.

Informações

Jörg Guido Hülsmann
5 de janeiro de 2026
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 23 de fevereiro de 2026

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