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A Mentalidade Anticapitalista do Estado Novo
Site· Mises Portugal· Paulo Ferreira

A Mentalidade Anticapitalista do Estado Novo

Resumo

O Estado Novo português implementou um sistema corporativista que controlava totalmente a economia através de sindicatos obrigatórios, grémios e onze corporações estatais que regulavam todos os sectores produtivos. Salazar rejeitava explicitamente o capitalismo liberal, defendendo a primazia do coletivo sobre o indivíduo e a intervenção massiva do estado para harmonizar trabalho e capital. Esta realidade contradiz a classificação convencional do regime como de direita, revelando antes uma natureza socialista que preparou o terreno para as nacionalizações posteriores ao 25 de Abril.

O corporativismo estatal distorce os sinais de preço essenciais ao cálculo económico, criando ineficiências que prejudicam todos os cidadãos através de preços mais altos e escassez de bens. O controlo de preços e as quotas de exportação impostas pelo regime demonstram como a intervenção governamental na economia reduz sempre a prosperidade geral e limita a liberdade individual de escolha.

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  • O português nostálgico do Estado Novovai descobrir que Salazar desprezava a liberdade económica e que o regime era anticapitalista, logo inimigo do progresso material.
  • O jovem estudante de históriavai compreender que o corporativismo é socialismo disfarçado e que a dicotomia esquerda-direita oculta a verdadeira luta entre liberdade e estatismo.
  • O defensor do mercado livrevai encontrar em Mises argumentos contra o monopólio estatal e a favor da ordem espontânea que gera prosperidade para todos.

Falsa Diceteria - O Estado Novo criava uma ilusão de escolha ao apresentar-se como "terceira via" entre o comunismo e o liberalismo, como expressou Marcello Caetano em "Nem Comunismo opressor nem Liberalismo suicida", ocultando que o corporativismo era também uma forma de estatismo com controlo total da economia através de sindicatos obrigatórios e regulação de toda a produção nacional.
Eufemismo Político - O regime disfarçava a coerção estatal com termos como "harmonização social", "paz social" e "proteção da nação", quando na realidade impunha controlo de preços, quotas de exportação e grémios obrigatórios que artificialmente elevavam os preços ao consumidor e mantinham salários severamente baixos, cultivando deliberadamente a pobreza.
Apelo ao Medo Antropológico - Salazar explorava o pessimismo sobre a natureza humana, alegando que sem "disciplina vinda de cima" a sociedade colapsaria em conflito e competição feroz, usando este medo para justificar a autoridade vertical do Estado e rejeitar a liberdade económica como "anarquia" que conduziria à ruína social.

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