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Qual É o Papel da Probabilidade em Economia?

Qual É o Papel da Probabilidade em Economia?

Resumo

A economia convencional aplica distribuições de probabilidade aos dados económicos como se estes fossem eventos aleatórios e repetíveis, ignorando que cada transação resulta de uma escolha consciente e única. Este erro metodológico transforma seres humanos em máquinas nas equações dos modelos económicos, conduzindo a previsões fundamentalmente erradas sobre mercados e investimentos.

A perspetiva austríaca distinque entre probabilidade de classe — aplicável a seguros e jogos de azar — e probabilidade de caso, que caracteriza a ação humana onde cada decisão é irrepetível. Quem confia em modelos estatísticos para regular mercados ou planear economias comete um erro crítico: assume que o comportamento humano segue padrões fixos quando, na realidade, depende de conhecimento subjetivo e preferências em constante mudança.

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  • Estudantes de economia que desconhecem a distinção austríaca entre probabilidade de classe e probabilidade de casoa abordagem estatística convencional oculta a natureza única da ação humana.
  • Empresários e investidores fatigados de modelos preditivos que falhamcompreender por que o lucro depende de conhecimento subjetivo e não de cálculos estatísticos traz clareza.
  • Técnicos de bancos centrais e reguladores que aplicam métodos quantitativos à economiareconhecer os limites da probabilidade numérica pode evitar políticas desastrosas baseadas em pressupostos falsos.
Cientismo - O Estado e a ortodoxia económica utilizam modelos matemáticos complexos e terminologia estatística para disfarçar a incerteza inerente à ação humana como se fosse um risco calculável, conferindo uma falsa aura de rigor científico a políticas de intervenção que são, na realidade, arbitrárias e destruidoras do cálculo económico.
Falsa Analogia - A classe política e os meios de comunicação comparam a economia, composta por eventos únicos e irrepetíveis (probabilidade de caso), com jogos de azar ou fenómenos físicos homogéneos (probabilidade de classe), para justificar o planeamento central e a manipulação monetária sob o pretexto de que o futuro é previsível e gerível como uma corretora de seguros.
Reduccionismo Mecanicista - O discurso oficial trata os indivíduos como meras peças de uma máquina que reagem mecanicamente a estímulos, ignorando a capacidade de escolha consciente e a subjetividade dos fins humanos, o que permite ao Estado racionalizar a regulação e o controlo social como se estivesse apenas a "afinar" um sistema técnico e não a coagir pessoas.

Informações

Frank Shostak, Instituto Mises Portugal
20 de janeiro de 2026
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 23 de fevereiro de 2026

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