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Devem os Libertários ser Monarquistas?
Site· Mises Portugal· Ryan McMaken, Instituto Mises Portugal

Devem os Libertários ser Monarquistas?

Resumo

O descontentamento com democracias liberais que impõem censura, inflação persistente, dívida esmagadora e criminalidade crescente leva muitos a considerar a monarquia como alternativa política. No entanto, nem todas as monarquias são equivalentes: existem sistemas com estados fracos e poder descentralizado, e outros com centralização absoluta e soberania ilimitada. Compreender esta distinção é fundamental para avaliar se algum tipo de monarquia pode ser compatível com a liberdade individual.

A monarquia medieval, com o seu modelo policêntrico e ausência de burocracia estatal permanente, limitava naturalmente a tributação e a capacidade de guerrear, pois o monarca era pessoalmente responsável pelos custos da governação sobre as suas próprias terras. O rei medieval funcionava como um "primeiro entre iguais", sem monopólio da violência nem poder legislativo, sujeito à lei e às pressões concorrentes de nobres e da Igreja. Em contraste, o absolutismo monárquico criou estados centralizados com burocracia permanente, exércitos profissionais e tributação sistemática, abrindo caminho para os regimes socialistas e cleptocratas do século XX.

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  • O desiludido com a democracia atualvai descobrir que nem todas as alternativas ao regime democrático implicam necessariamente mais Estado, dependendo do tipo de monarquia em questão.
  • O estudante de históriavai compreender que o feudalismo medieval não era a pirâmide de poder centralizado que lhe ensinaram na escola, mas sim um sistema policêntrico com poder disperso.
  • O libertário em formaçãovai perceber que a descentralização do poder e a propriedade privada são mais importantes do que a forma de governo em si para preservar a liberdade.

Distorção Histórica - O texto expõe como o sistema educativo e os meios de comunicação difundem uma visão falsa do feudalismo como uma "pirâmide de poder hierárquico", quando na realidade os reis medievais não possuíam soberania absoluta nem monopólio da violência, sendo antes "primus inter pares" perante senhores concorrentes.
Amálgama - O Estado e a intelectualidade oficialista agrupam todas as monarquias na mesma categoria, escondendo a distinção fundamental entre monarquias medievais descentralizadas, com estados fracos e poder disperso, e as monarquias absolutistas centralizadoras que prepararam o caminho para os estados totalitários do século XX.
Ocultação de Alternativas - A narrativa dominante apresenta a democracia "liberal" como única opção válida, ocultando que existiram modelos políticos com estados fracos, competição entre centros de poder e liberdades políticas efetivas, como provam as cartas medievais onde a palavra "liberdade" era omnipresente.

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