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A Ascensão do Estado e a Queda da Lei Natural

A Ascensão do Estado e a Queda da Lei Natural

Resumo

O centenário da encíclica Quas Primas, de 1925, recorda a tradição ocidental que subordinava o poder civil à lei natural e divina, limitando assim a autoridade dos governos. Esta herança, que opunha a "cidade de Deus" à "cidade dos homens", serviu historicamente de barreira contra a pretensão do estado em se autoproclamar soberano absoluto sobre todas as esferas da vida social.

A destruição desta ordem limitada abriu caminho ao estado totalitário moderno, que reivindica poderes ilimitados e rejeita qualquer lei superior que constranja a sua acção. A defesa da propriedade privada e das liberdades individuais depende, pois, do reconhecimento de que nenhum governo pode arrogar-se o direito de dispor arbitrariamente das vidas e dos bens dos cidadãos.

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  • Católicos conservadores que reconhecem que a fé impõe limites morais ao Estado e não o divinizaeste texto mostra como a tradição cristã sempre se opôs ao poder político ilimitado.
  • Libertários que buscam fundamentos históricos e filosóficos para limitar o Estadoa dessacralização do poder civil é a base da liberdade ocidental.
  • Estudantes de história das ideias políticas que querem compreender como o Ocidente perdeu os travões ao poder estatal após abandonar o direito natural.
Sacralização do Poder Político - O Estado moderno, ao rejeitar a lei natural e divina, autoproclama-se fonte suprema de autoridade e justiça, substituindo a "cidade de Deus" por uma pretensa cidade terrena perfeita que exige veneração e obediência inquestionáveis.
Promessa de Utopia Terrena - Através da "imanentização do escatão", o Estado vende a ilusão de que pode criar justiça perfeita e bem-estar total através da política, quando na realidade esta pretensão conduziu ao totalitarismo, guerras mundiais e décadas de tirania no século XX.
Monopólio da Soberania - O Estado consolidou progressivamente o controlo sobre todas as instituições dentro das suas fronteiras, eliminando contrapoderes naturais como a Igreja e a família, e apresentando esta centralização como progresso inevitável em vez de usurpação de liberdades ancestrais.

Informações

Ryan McMaken, Paulo Jorge Cruchinho
12 de fevereiro de 2026
Website
Submetido por pedro.figueiredo
em 23 de fevereiro de 2026

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