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O Estado "concede": a linguagem orwelliana dos combustíveis
Site· ContraProva· Luís Gomes

O Estado "concede": a linguagem orwelliana dos combustíveis

Resumo

A receita fiscal com o ISP atingiu um valor recorde de mais de 3,7 mil milhões de euros em 2025, enquanto a comunicação social apresenta reduções temporárias de impostos como "apoios" concedidos pelo estado. Esta narrativa oculta que cerca de 62% do preço da gasolina e 52% do gasóleo correspondem a impostos, sendo os consumidores portugueses obrigados a pagar duas vezes ao estado: primeiro o ISP e depois o IVA sobre esse mesmo imposto.

A linguagem orwelliana que apresenta como generosidade estatal aquilo que é, na realidade, uma mera redução temporária da coerção fiscal revela o verdadeiro cariz do sistema: o estado arrebata mais de metade do valor pago em cada litro e depois reclama mérito por "devolver" alguns cêntimos. A liberdade económica dos cidadãos é assim esmagada por uma carga fiscal estrutural que penaliza quem precisa de se deslocar para trabalhar e viver, enquanto o discurso oficial distorce a realidade para manter a ilusão de benevolência governamental.

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  • O trabalhador que se desloca de carro todos os diasvai finalmente entender por que é que encher o depósito custa cada vez mais, mesmo quando o preço do petróleo cai a nível internacional
  • O dono de uma pequena empresa de transportes ou entregasvai perceber que o seu verdadeiro concorrente não é outra empresa, mas sim o estado, que fica com mais de metade do preço de cada litro
  • O jovem que está a fazer as contas ao orçamento mensalvai descobrir como a "generosidade" de 3 cêntimos de desconto temporário é uma farsa linguística para disfarçar a extracção fiscal

Novilíngua - O estado arrecada 62% do preço da gasolina em impostos e depois apresenta reduções temporárias de 3,55 cêntimos por litro como "apoios" que "concede", transformando a não confiscação de uma fração mínima num acto de generosidade, como se o ladrão devolvesse uma nota de cinco euros após roubar a carteira inteira.
Naturalização Estatística - O Diário de Notícias apresenta a receita recorde de 3,7 mil milhões de euros do ISP como uma curiosidade técnica quase inevitável da economia moderna, sem questionar a dimensão da extracção fiscal sistemática sobre o consumo quotidiano dos portugueses desde 2010.
Desvio de Atenção - O foco mediático nos "descontos" temporários e mecanismos de limitação de subidas esconde o debate fundamental sobre a carga fiscal estrutural que permitiu ao estado capturar a descida do preço do petróleo em 2016 através de um aumento abrupto do ISP, saltando a receita de 2,1 para 3,3 mil milhões em apenas um ano.

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