

Ter seguro de saúde aumenta 39% probabilidade de ir ao médico de família privado. Não ter médico no SNS, apenas 6%
O ECO, órgão de imprensa subsidiado pelo estado, publica mais uma peça de propaganda disfarçada de "análise económica" sobre o setor da saúde em Portugal. Assinado pela secção "ECO Seguros", o artigo cita um estudo da Nova SBE para concluir que o crescimento do uso de médicos de família privados se deve a "preferências" e não às falhas do SNS - uma interpretação convenientemente alinhada com a narrativa estatal de que o monopólio público da saúde funciona. O ângulo é claro: normalizar a coexistência de um sistema público ineficiente com um mercado privado que, na realidade, está a ser forçado a crescer precisamente porque o estado falha consistentemente na sua obrigação de prestar cuidados de saúde básicos. O que o artigo omite, evidentemente, é que os portugueses pagam duas vezes pelo mesmo serviço - primeiro através de impostos coercivos para financiar o SNS, depois através de seguros privados para terem acesso a cuidados que o estado promete mas não consegue entregar.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
Os dados não mentem e o estudo da Nova SBE acaba de confirmar o que qualquer cidadão racional já sabia há décadas. O Sistema Nacional de Saúde é um monopólio estatal falhado que os portugueses fogem assim que podem. Quem tem seguro de saúde privado aumenta em 39 pontos percentuais a probabilidade de consultar um médico de família no setor privado. Por contraste, não ter médico atribuído pelo SNS eleva essa probabilidade em apenas 6,3 pontos percentuais. A diferença é abissal e revela uma preferência clara pelo mercado livre sempre que a opção existe.
Os investigadores Carolina Santos e Pedro Pita Barros, em parceria com a Fundação 'la Caixa' do BPI, divulgaram números que deveriam envergonhar qualquer defensor do monopólio estatal da saúde. Em 2025, 14,1% dos adultos portugueses recorreram ao médico de família no setor privado e destes cerca de 70% já tinham médico atribuído pelo SNS. Apenas 4,2% da população total procurou o privado por não ter médico de família público. Isto prova que o fenómeno não se explica pelas falhas do sistema estatal, mas pela superioridade do serviço privado.
O impacto do seguro de saúde é esmagador na decisão dos cidadãos e demonstra como o mercado responde às preferências reais das pessoas. Ter cobertura privada aumenta drasticamente a probabilidade de escolher o médico de família no setor privado, enquanto a ausência de médico público tem um efeito quase insignificante. Entre beneficiários de subsistemas, o padrão repete-se com clareza inequívoca: 24,5 pontos percentuais nos subsistemas privados, 15,2 na ADSE e 10,8 na ADM. Os portugueses votam com a carteira e rejeitam o monopólio estatal sempre que podem.
A autoridade de supervisão de seguros e fundos de pensões confirma o crescimento exponencial do setor segurador em Portugal. O setor faturou 1,7 mil milhões de euros em prémios brutos em 2024, um crescimento de 18,9% face ao ano anterior, provando que a procura por saúde privada explode a cada ano. O número de beneficiários ultrapassou pela primeira vez os 4 milhões de pessoas, equivalente a quase 38% dos utentes inscritos no SNS em janeiro de 2026. Os seguros de saúde mais do que duplicaram em valor numa década, passando de 524 milhões em 2012 para os valores atuais.
A ASF estima que 5,3% da despesa total em saúde em Portugal tenha sido financiada por seguradoras em 2024. Este número aparentemente modesto esconde uma realidade brutal: o estado confisca milhares de milhões aos contribuintes para financiar um sistema de saúde que estes depois evitam usar. Segundo o estudo da Coverflex, 73% dos inquiridos considera o seguro de saúde um benefício importante na sua compensação, mas apenas 51,1% tem efetivamente um seguro. A procura não satisfeita representa espaço de crescimento enorme para o mercado livre.
Os defensores do SNS tentam fingir que a falta de médicos públicos explica o êxodo para o privado, mas os dados desmontam essa narrativa. Quem perde o acesso ao médico de família do SNS não entra em massa para o setor privado, segundo a própria nota informativa da Nova SBE. A probabilidade de recorrer ao privado passa de 13,4% para quem mantém médico no SNS, para apenas 18,7% no caso de quem perde esse acesso. O aumento é moderado e prova que a escolha pelo privado depende sobretudo da capacidade económica e não da falha estatal.
Geograficamente, o Algarve com 19,3% e a Grande Lisboa com 16,8% lideram no recurso ao setor privado. Mesmo regiões com alta cobertura pública, como o Norte Litoral com 94,6% e o Grande Porto com 93,1%, registam níveis significativos de utilização do privado. Esta dupla utilização reforça a ideia de que o fenómeno não se explica pelas lacunas do SNS, mas pela preferência racional dos cidadãos por serviços de qualidade. O nível socioeconómico é determinante e a vulnerabilidade económica reduz indiretamente o acesso a médicos privados.
Os investigadores da Nova SBE alertam que não será de esperar que uma maior cobertura de médico de família no SNS reduza de forma expressiva o trabalho dos médicos de família no setor privado. Esta conclusão é um reconhecimento tácito de que o mercado já venceu a disputa pela preferência dos consumidores. O crescimento dos seguros de saúde está a criar um hábito de recurso ao setor privado que existe por preferência e não por necessidade. O monopólio estatal da saúde é um nado morto que sobrevive apenas à custa da coerção fiscal.
O estado deveria devolver todos os anos 100% dos custos com serviços de seguros de saúde aos contribuintes, pois são serviços que os cidadãos pagam duas vezes. Primeiro através de impostos confiscatórios que financiam o SNS, depois através de prémios de seguro para obter cuidados decentes. Urge privatizar todos os serviços de saúde do estado e devolver aos portugueses a liberdade de escolha que lhes foi roubada há décadas. O mercado livre coordena preferências melhor que qualquer burocracia estatal e os números da Nova SBE provam-no sem margem para dúvida.
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- O contribuinte com seguro de saúde privado — vai perceber que o estado o obriga a pagar duas vezes pelos mesmos serviços, através de impostos para financiar o SNS que não utiliza e pelos prémios do seguro, sem qualquer reembolso ou "compensação"
- O defensor acrítico do "serviço público" — vai descobrir que 70% das pessoas que recorrem ao médico privado já têm médico atribuído no SNS, o que prova que o problema não é a falta de verbas, mas a ineficiência intrínseca de qualquer monopólio estatal
- O responsável de recursos humanos — vai compreender que 73% dos trabalhadores valorizam o seguro de saúde como benefício, mas apenas metade o possui, revelando uma oportunidade de mercado que cresce naturalmente sem necessidade de intervenção do governo
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Informações
em 22 de março de 2026
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